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RelatosCBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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Português

Capa

Ano 2018 Volume 4
Abril / Junho

Relato de Caso

Sífilis gástrica

Gastric syphilis

João Bosco Chadu Júnior, TCBC-MG; Jefferson Alvim Oliveira; José Roberto Violatti Filho; Flávio Malaquias Amâncio; Rafael Pires Resende; Ismara Lourdes Silva Januário Chadu

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1729

Resumo PDF PT

A sífilis ou lues é uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Treponema pallidum, e que pode apresentar envolvimento gástrico em menos de 1% dos casos. Relatamos um caso de sífilis gástrica em paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, previamente hígida, e que iniciou com sintomas gástricos mimetizadores de doenças neoplásicas. Foi diagnosticada e tratada precocemente em nosso serviço, evitando-se desta forma um desfecho desfavorável, com uma possível intervenção cirúrgica desnecessária.


Palavras-chave: Sífilis. Estômago. Treponema pallidum. Infecções por Treponema. Sorodiagnóstico da Sífilis.

Lipoma intramedular não-disráfico

Non-dysraphic intramedullary lipoma

Filipe Carvalho de Lemos; Lícia Pacheco Pereira; Carlos Leite de Macedo Filho; Fernanda Paiva Pereira Honório; Bruno Rodrigues Parahyba

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1845

Resumo PDF PT

Lipomas intramedulares não associados ao disrafismo espinhal são bastante raros, correspondendo a menos de 1% de todos os tumores intraespinhais. Neste trabalho, apresentamos o caso de um menino de 8 anos de idade com sintomas neurológicos decorrentes de lesão intramedular, cujos achados de imagem à ressonância magnética (RM) foram compatíveis com lipoma. O paciente foi submetido à descompressão cirúrgica e a lesão foi parcialmente ressecada. A análise patológica confirmou a hipótese de lipoma.


Palavras-chave: Lipoma. Medula Espinal. Imagem por Ressonância Magnética. Neoplasias da Medula Espinal.

Peritonite esclerosante encapsulante secundária à trauma ABDOMINAL: relato de caso e revisão de literatura

Sclerosing encapsulating peritonitis secondary to abdominal trauma: case report and literature review

Eberson de Alcântara Cruz; Ivna Cavalcante Barros Sales; Luís Arthur Brasil Gadelha Farias; Madeleine Sales de Alencar; Eline Pereira Alves; João Emmanuel Alexandrino Fortaleza

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1848

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A Peritonite Esclerosante Encapsulante (PEE) é um processo inflamatório crônico caracterizado pela formação de uma membrana fibrocolagenosa densa em volta do intestino delgado. Como apresentação clínica observa-se frequentemente sintomas de obstrução intestinal completa ou incompleta. O diagnóstico perioperatório é desafiador, sendo esta condição muitas vezes diagnosticada durante a cirurgia ou através do histopatológico. Aqui relatamos o caso de paciente do sexo feminino com diagnóstico intra-operatório de PEE cuja etiologia foi trauma prévio por arma branca com realização de laparotomia exploradora, uma causa rara desta condição.


Palavras-chave: Peritonite. Fibrose Peritoneal. Técnicas de Diagnóstico por Cirurgia. Obstrução Intestinal.

Cintilografia com hemácias marcadas e a videolaparoscopia no sangramento intestinal na criança

Scintigraphy with labeled red blood cells and videolaparoscopy in children intestinal bleeding

Robson Azevedo Dutra; Laura Ferreira Dutra; Bianca Borges Queiroz; Raisa Mirella Cardoso

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1860

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O sangramento intestinal é comum no período pediátrico e o diagnóstico preciso do local deste sangramento é fundamental para o manejo adequado. Após extensa propedêutica clínica e endoscópica, sem diagnóstico do local do sangramento, a cintilografia com hemácias marcadas (CHM) foi realizada e mostrou ser um procedimento valioso para diagnosticar o sítio do sangramento intestinal nestas crianças. A CHM é poucas vezes lembrada, porém é uma importante ferramenta de diagnóstico nestas circunstâncias, tendo elevada sensibilidade para o diagnóstico, mesmo de pequenos sangramentos. A associação com a videolaparoscopia foi fundamental porque permitiu a ampla investigação de toda a cavidade peritoneal, inclusive percorrendo as alças intestinais. Pelo método, foi possível confirmar o sítio do sangramento e realizar o tratamento adequado de modo minimamente invasivo. Na abordagem laparoscópica assistida utilizamos o portal umbilical com pequena ampliação para exteriorizar a alça intestinal acometida e realizar a sua ressecção e anastomose.


Palavras-chave: Hemorragia Gastrointestinal. Intestino Delgado. Crianças.

Cisto de epidídimo gigante versus hidrocele: confusão diagnóstica

Giant epididimal cyst versus hydrocele: a diagnostic puzzle

João Victor Vecchi Ferri; Aline Gularte Teixeira da Silva; André Sobreiro Fernandes; Eduardo Tosetto Cachoeira; Tiago Elias Rosito

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1868

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A espermatocele - cavidade cística contendo fluido e esperma - está entre as condições determinantes mais comuns de massas escrotais não agudas. Geralmente são assintomáticas, porém, quando aumentadas de tamanho, podem trazer desconforto físico e/ou estético. Com o advento da ultrassonografia (USG) cada vez mais se diagnostica esta condição. Na presença de grandes coleções fluidas, a USG pode falhar na determinação da patologia correta. Portanto, relatamos o caso de uma grande espermatocele inicialmente confundida com hidrocele, bem como uma revisão do tópico.


Palavras-chave: Espermatocele. Epidídimo. Hidrocele Testicular. Ultrassonografia.

Fusão esplenogonadal em criança com criptorquidia

Splenogonadal fusion in children with cryptorchism

Carolina Talini; Bruna Cecília Neves de Carvalho; Weliton Durães; Higor Rabelo Guedes; Analice Queiroz Reis; Thaís da Silva Sá; Cássio Costa; Letícia Alves Antunes

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1880

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A fusão esplenogonadal é uma anomalia congênita rara, que em geral tem seu diagnóstico de forma incidental, podendo ser erroneamente diagnosticada como tumor testicular, levando à orquiectomia de um testículo saudável. Este caso tem por objetivo relatar um caso de fusão esplenotesticular em paciente com criptorquidia e testículo impalpável. Paciente masculino, 3,6 anos, criptorquidia bilateral com testículo direito palpável no canal inguinal e testículo esquerdo impalpável. Submetido à laparoscopia que evidenciou presença de massa tumoral no testículo esquerdo intra-abdominal com cordão fibroso ligando o testículo ectópico até o baço. Pela suspeita de tumoração optou-se pela orquiectomia, que após análise histológica confirmou tratar-se de tecido de baço normal aderido ao testículo. Trata-se de uma patologia rara e benigna, que deve ser suspeitada para que o diagnóstico correto seja definido e orquiectomias desnecessárias sejam evitadas.


Palavras-chave: Baço. Testículo. Anormalidades Congênitas. Criptorquidismo. Criança.

Osteossarcoma convencional e parosteal no mesmo paciente

Conventional and parosteal osteosarcoma in the same patient

Pedro Manuel Serrano; Tiago Amorim Barbosa; Marta Santos Silva; Inês Balacó; Cristina Alves; Vânia Oliveira; Pedro Cardoso

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1892

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Os autores apresentam um caso clínico único na literatura, com aparecimento de dois osteossarcomas histologicamente distintos, assíncronos e em segmentos anatômicos diferentes. A abordagem clínica desafiante, tanto no diagnóstico como na terapêutica, conduziu a uma sobrevida de 14 anos, com bons resultados funcionais. Trata-se, portanto, de um caso clínico determinante na compreensão do comportamento deste tipo de neoplasia.


Palavras-chave: Osteossarcoma. Sarcoma. Neoplasias Ósseas.

Cistoadenoma seroso gigante de ovário manifestando-se como ascite em paciente pré-púbere

Giant ovarian serous cystadenoma manifested as ascites in prepubertal patient

Cláudio Franco do Amaral Kfouri, ACBC-SP; Beatriz Tosetto Nogueira; Isabella Marson Viana; Andressa Pozzati; Vinícius de Souza Godoi; Maria Clara Ferreira Nonato România; Denise Tosetto Nogueira; Welington Lombardi; Claudinei da Silva

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1893

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O cistoadenoma seroso de ovário (CSO) é uma das neoplasias mais frequentes na prática clínica. Entretanto, fora descrito raríssimas vezes em pacientes pré-púberes, uma vez que a prevalência dessa afecção predomina entre os 20 e 50 anos de idade. São considerados cistos gigantes aqueles que possuem tamanho superior a 15cm e que são passíveis de complicações como rotura e torção. O objetivo desse relato de caso é evidenciar que o CSO é incomum na pré-puberdade devido ao fato das pacientes ainda não apresentarem ovários funcionantes, além de revisar a literatura sobre o tema.


Palavras-chave: Cistadenoma Seroso. Neoplasias Ovarianas. Ascite. Laparotomia. Criança.

Tumor fibroso solitário retroperitoneal

Retroperitoneal solitary fibrous tumor

Seiji Miyata; Leonardo Martins Caldeira de Deus; Fernando Romeu Silva do Prado; Pedro Hansen Monteiro de Paula; Helena Botelho Marques1; Tarcísio Andrade de Souza; Thiago Zeraik Sampaio Lustosa; Marcos Vinícius Gonçalves de Oliveira; Fellype Coelho Amaral; Heider Silva Duarte; Guilherme Rezende; Marcela Pinheiro de Araújo Craide; Chrystian Junio Rodrigues; Laryssa de Cassia Ferreira; Laís Martins Magalhães Almeida

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1903

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O tumor fibroso solitário é uma neoplasia rara e de origem ainda desconhecida. O quadro clínico é inespecífico, caracterizado por lesão palpável quando extratorácico, geralmente indolor, com possível efeito de massa sobre estruturas adjacentes. Exames de imagem são inconclusivos, mas orientam o planejamento cirúrgico. Nesse artigo, abordamos o caso de paciente com manifestações clínicas discretas por massa pouco sintomática, submetido à exérese da lesão como tratamento padrão. O diagnóstico é dado pelo resultado do estudo anatomopatológico complementado por imuno-histoquímica, podendo apresentar características benignas ou malignas.


Palavras-chave: Neoplasias Retroperitoneais. Tumor Fibroso Solitário Pleural. Fator de Transcrição STAT6. Antígenos CD34. Proteínas S100.

Câncer de cólon sigmoide manifestado inicialmente por vólvulo de sigmoide

Sigmoid colon cancer manifested initially by sigmoid volvulus

Cláudio Franco do Amaral Kfouri, ACBC-SP; Maria Clara Ferreira Nonato România; Izabela Barbierei de Freitas; Vinícius de Souza Godoi; Felipe Cavenaghi Fiod; Guilherme Paulo Carvalho de Amorim; Cleibe Nicácio da Silva

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1914

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Aproximadamente 60% das obstruções mecânicas do cólon são causadas por neoplasias, 20% por doença diverticular e cerca de 5% resultam do vólvulo colônico. A clínica para as causas de abdômen agudo obstrutivo geralmente é semelhante e cursa com dor abdominal intensa e parada de eliminação de flatos e fezes. As neoplasias e o vólvulo de sigmoide correspondem a cerca de dois terços das etiologias, porém quando concomitantes tornam-se extremamente raras. Apresentaremos um relato de caso e uma breve revisão da literatura acerca dessas afecções simultâneas que, após o manejo adequado, obteve um bom desfecho.


Palavras-chave: Neoplasias do Colo Sigmoide. Volvo Intestinal. Abdome Agudo.

Leiomioma de vagina cursando com sintoma obstrutivo uretral

Leiomyoma of vagina mimicking obstructive prostatic symptoms

Cláudio Franco do Amaral Kfouri; Maria Clara Ferreira Nonato România; Ana Luísa Ferreira e Silva; Andressa Ferreira e Silva; Vinícius de Souza Godoi; Caio Orlandini Alonso; Luciana Borges Lombardi; Welington Lombardi

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1923

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O leiomioma de vagina é uma neoplasia rara e benigna, na sua maioria, circunscrita e composta de tecido conjuntivo e músculo liso. Manifesta-se principalmente em mulheres em idade fértil como um tumor na parede anterior e, menos frequentemente, na parede lateral da vagina. Pode produzir os sintomas de compressão, disúria e dispareunia ou até mesmo ser assintomático. Esse presente trabalho tem por objetivo relatar um caso de leiomioma de vagina em mulher de 62 anos, multípara, histerectomizada há 17 anos e com sintomas urinários obstrutivos baixos e após a investigação diagnóstica confirmou o leiomioma de vagina.


Palavras-chave: Leiomioma. Cistadenoma Seroso. Neoplasias Vaginais. Obstrução Uretral. Laparotomia.

Fibroma ossificante juvenil trabecular em mandíbula

Trabecular juvenile ossifying fibroma of the mandible

Fábio Lago Silva; André Luís Costa Cantanhede; Cícero Newton Félix Agostinho; Eider Guimarães Bastos; Leonardo Victor Galvão Moreira; Maria Carmen Fontoura Nogueira da Cruz

Relatos Casos Cir. 2018;(4):e1931

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O fibroma ossificante juvenil é uma variante rara do fibroma ossificante convencional que afeta o complexo maxilofacial em crianças e adolescentes. É uma neoplasia fibro-óssea benigna de comportamento clínico agressivo e altos índices de recidiva, evidenciando a importância do diagnóstico precoce a fim de minimizar possíveis danos estéticos e funcionais decorrentes do manejo cirúrgico. Este caso descreve uma criança de nove anos, do sexo masculino, com diagnóstico de fibroma ossificante juvenil de rápida progressão, envolvendo hemimandíbula direita. A excisão por ressecção parcial do tumor e fixação interna da prótese condilar do segmento ósseo, foi o tratamento de escolha, combinando a prototipagem rápida como medida auxiliar no planejamento cirúrgico.


Palavras-chave: Fibroma Ossificante. Mandíbula. Neoplasias Ósseas. Diagnóstico. Morbidade. Procedimentos Cirúrgicos Bucais.

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