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RelatosCBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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Ano 2018 Volume 1
Janeiro / Março

Relato de Caso

Carcinoma basocelular extenso inguinocrural em paciente negro

Extensive basal cell carcinoma in the groin of a black patient

Renata Augusta de Souza Aguiar; Hiram Laranjeira de Almeida Júnior; Lais Melo Corrêa; Gabriela Dombrowski; Déborah Silveira König

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1622

Resumo PDF PT

O carcinoma basocelular (CBC) é o tumor maligno de pele mais comum, provavelmente originado da camada basal da epiderme e de seus anexos. A incidência é de 81 casos novos para cada 100 mil homens e 91 para mulheres1,2. Apesar do registro incompleto, algumas observações epidemiológicas auxiliam com informações sobre a etiologia do CBC tais como, a maior incidência em caucasianos, em áreas expostas e a raridade em populações de pele mais escura3, demonstrando assim o papel da exposição à radiação ultravioleta como o fator de risco mais importante no desenvolvimento desse tipo de câncer de pele4. Descrevemos um caso de um paciente negro de 62 anos, o qual apresentava ulceração inguinal com um ano de evolução. O exame histopatológico de biópsia incisional comprovou o diagnóstico de carcinoma basocelular que foi excisado com sucesso.


Palavras-chave: Carcinoma Basocelular. Neoplasias Cutâneas. Úlcera Cutânea. Virilha.

Território esplênico como sede de hemorragia digestiva alta

Splenic territory as the site of upper gastrointestinal bleeding

Cláudio Franco do Amaral Kfouri, AcCBC-SP; Maria Clara Ferreira Nonato România; Fernão Otávio de Araújo; Helena Goulart Gomes Monteiro; Ana Luísa Ferreira e Silva; Othon Amaral Neto

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1661

Resumo PDF PT

A hemorragia digestiva alta é uma emergência comum e apresenta elevadas taxas de morbimortalidade. Define-se por sangramento intraluminal e proximal ao ligamento de Treitz, classificando-se em varicosa e não varicosa. Habitualmente manifestam-se por hematêmese e melena, com certo grau de choque hipovolêmico. Apresentaremos duas etiologias distintas e raras de hemorragia digestiva alta: hemosuccus pancreaticus e hipertensão portal esquerda, ambas com desfecho favorável.


Palavras-chave: Hemorragia Gastrointestinal. Hipertensão Portal. Esplenomegalia. Artéria Esplênica. Infarto do Baço.

Baço flutuante como diagnóstico diferencial de dor abdominal

Wandering spleen as a differential diagnosis of abdominal pain

Mateus Almeida Farias dos Santos; Cássia Maia Reis; Eduardo Guimarães Melo; Edinaldo Gonçalves de Miranda; Luiz de Castro Bastos Filho

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1707

Resumo PDF PT

O baço flutuante (Wandering Spleen) é uma entidade rara com menos de 500 casos reportados em pacientes com dor abdominal recorrente. Sua apresentação é mais comum em mulheres e na infância, antes do primeiro ano de vida ou após os 30 anos de idade1. Os autores apresentam um caso de baço flutuante em uma paciente do sexo feminino com 12 anos de idade com apresentação clínica de dor abdominal em hipocôndrio esquerdo há um mês. À tomografia computadorizada o baço apresenta o hilo esplênico em posição anômala, além de sinais de comprometimento na perfusão. A paciente foi submetida a laparotomia onde foi evidenciada torção esplênica com sofrimento vascular, sendo então submetida à esplenectomia. Deve-se então considerar o baço flutuante como diagnóstico diferencial de dor abdominal em crianças.


Palavras-chave: Baço Flutuante. Dor Abdominal. Esplenectomia. Diagnóstico Diferencial.

Teratoma gigante de omento: relato de caso e revisão da literatura

Giant teratoma of omentum: case report and review of the literature

Douglas Borges da Costa Filho; Leonardo Simão Coelho Guimarães; Dulcyane Ferreira de Oliveira; Gerson Suguiyama Nakajima

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1778

Resumo PDF PT

O Teratoma de omento é um achado extremamente raro, com apenas 30 casos descritos na literatura mundial. Ocorre principalmente em pacientes do sexo feminino em idade fértil. Até o momento, não há consenso quanto à sua etiologia. Pode ser assintomático ou provocar sintomas compressivos quando atinge grandes tamanhos. Seu diagnóstico é realizado através de exames imaginológicos, principalmente tomografia computadorizada de abdome. Relatamos o caso de uma paciente feminina, na menopausa, com dor em hipocôndrio direito associada à presença de um abaulamento progressivo devido a um teratoma gigante do omento.


Palavras-chave: Teratoma. Omento. Neoplasias.

Neurofibroma plexiforme retroperitoneal

Neurofibroma plexiform retroperitoneal

Renata Mariela Carlotto Lima, AsCBC-RO; Marcos Alberto Mendonça Veiga, TCBC-RO; Fábio Castelo Branco Girão, AsCBC-RO; Diego Nicacio Brito; Victor Dall Aglio Ornellas

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1815

Resumo PDF PT

A neurofibromatose tipo 1 é determinada por mutações no cromossomo 17, tem expressão fenotípica variada e amplo espectro clínico. O neurofibroma plexiforme é um tumor benigno da bainha dos nervos periféricos, compostos por células de Schwann e perineurais. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e exames de imagem, e o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O objetivo deste trabalho é apresentar um caso de neurofibroma plexiforme retroperitoneal, devido sua localização incomum.


Palavras-chave: Neurofibroma. Neurofibroma Plexiforme. Neurofibromatose.

Fístula venocalicinal de origem não traumática

Non-traumatic veno-caliceal fistula

Francisco Edmar de Freitas Filho; Jorge Luís Bezerra Holanda; Carlos Leite de Macedo Filho; Lícia Pacheco Luna

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e1852

Resumo PDF PT

A fístula venocalicinal de origem não traumática é uma anormalidade rara e ainda pouco discutida na literatura médica. É definida como uma comunicação patológica entre um cálice renal e o sistema venoso em pacientes sem histórico de lesão traumática prévia, como por exemplo, uma nefrostomia. Essa alteração comumente apresenta como sintoma principal a hematúria, podendo ser assintomática ou até fatal. Relatamos um caso de fístula venocalicinal não traumática diagnosticada por meio de tomografia computadorizada de abdome em uma paciente sem sintomas urológicos atuais ou histórico de procedimentos cirúrgicos urológicos prévios.


Palavras-chave: Fístula Urinária. Cálices Renais. Veias Renais. Procedimentos Cirúrgicos Urológicos.

A rara fratura do sustentaculum tali: dificuldades no diagnóstico e tratamento

The rare sustentaculum tali fracture: diagnosis and treatment difficulties

Pedro Manuel Serrano; Ana Ribau; Tiago Barbosa; Marta Santos Silva; Pedro Cardoso

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):1853

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As fraturas isoladas do sustentáculo do astrágalo são raras e frequentemente passam despercebidas na avaliação radiográfica inicial, exigindo um alto índice de suspeição e caracterização por tomografia computorizada. Este relato apresenta o diagnóstico, tratamento e seguimento de um caso clínico de uma fratura isolada do sustentáculo do astrágalo num desportista. Devido à sua função em relação ao astrágalo, pequenos desvios do sustentáculo podem levar a profundas alterações na biomecânica do pé. Uma reconstrução anatómica com um parafuso canulado 4.5mm, através de uma abordagem direta medial, levou a um excelente resultado funcional.


Palavras-chave: Calcâneo. Tálus. Traumatologia. Medicina Esportiva. Fixação Interna de Fraturas.

Gist com recidiva linfonodal

Lymph node recurrence of gist

Gilson Antonio Barrios de Jesus; Ricardo Artigiani Neto; Elton Shinji Onari; Ramiro Colleoni, TCBC-SP; Laércio Gomes Lourenço, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;(1):e0001

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Os autores apresentam um caso raro de recorrência dos linfonodos da GIST intestinal. Devido à formação metastática, o mesilato de imatinibe foi introduzido e a resposta parcial foi observada durante 10 meses, quando a TC apresentou progressão da doença até a morte. Até agora, a importância da metástase dos linfonodos de GIST não é clara.


Palavras-chave: Linfonodos. Metástase Neoplásica. Recidiva. GIST.

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